Citrus #01 - É interessante, mas...

Citrus: edição brasileira do mangá entra em pré-venda e tem capa e ...

  Talvez você que esteja lendo esta crítica pode não ter um conhecimento prévio sobre o que se trata Citrus. É importante dizer isto agora para depois não se arrepender da leitura. Citrus é um mangá de romance lésbico, se mesmo assim não se sentiu incomodado, prossiga e boa leitura!

  Antes de qualquer colocação, Citrus é legal, mas o relacionamento, que é o foco principal da história, é mal desenvolvido, isso torna as coisas um pouco desagradáveis para o leitor (ou não). Mas antes de entrarmos de fato no que interessa, as críticas, vamos fazer uma breve contextualização dos fatos que ocorrem em Citrus.

Yuzu Aihara, a protagonista da história

  Yuzu Aihara é uma garota loira, linda e que anda sempre bem vestida. Ao lado de suas amigas, também do mesmo nível, discutem sobre moda, maquiagem e, sobretudo, garotos. Ela aparenta ser mesquinha, mimada e também patricinha, mas claro que tudo isto pode ser apenas uma visão estereotipada da garota.


  Iniciamos o enredo com a garota triste pelo fato de ter que terminar seu atual relacionamento, afinal ela irá se mudar para outra cidade e deixará seu ciclo social de amizades. Mas com isso, novas oportunidades podem surgir, inclusive encontrar um garoto interessante.


A chegada nada agradável na nova escola

  Após a mudança, Yuzu se prepara para o primeiro dia de aula na nova escola. O que ela não sabia era que esta escola era apenas para meninas. Além disto, a instituição também adotava normas severas de vestimentas, por isso, todas as garotas precisavam, obrigatoriamente, seguir uma uniformidade.


  Tudo começou a dar errado já por aí. Yuzu não é uma garota que poderíamos chamar de uma verdadeira seguidora de regras, principalmente no que diz respeito a vestimenta. Por conta disto, ela acaba tomando duas advertências, uma de uma personagem secundária qualquer e o outra de uma personagem da qual também é importante para nossa história, a Mei Aihara.


As Aihara

  Mencionei no início deste texto que esse mangá se tratava de um romance lésbico. Talvez vocês possam ter percebido que o sobrenome da Yuzu e o da Mei é o mesmo, então é exatamente isso que está pensando, é um romance lésbico sobre incesto. Mas não é tão incesto assim.


  Acontece que a mãe de Yuzu acaba se envolvendo com um cara que é pai da Mei, por isso eles passam a ser uma família. Ficou menos pesado agora, não é mesmo?! Entretanto, não mudam as circunstâncias, podem não ser irmãs biológicas, mas a consideração também prevalece.


O desenvolvimento absurdo do relacionamento

  Puderam perceber que a história não é de se jogar fora, é aproveitável e possível de se ler. O problema está mesmo no desenrolar dos fatos referentes a esse relacionamento das duas garotas que, além de serem "irmãs", também é muito mal feito.

  Como comentado, Yuzu era uma garota que gostava de meninos. Até ela se mudar, isso era fato. Mas por algum motivo ilógico (mas que para a história faz algum sentido) ela passa a gostar, de forma intempestiva, de garotas. Essa mudança radical aconteceu quando Mei beijou ela pela primeira vez, fazendo Yuzu alcançar o céu e não conseguir pensar em mais nada além de beijá-la novamente.


  Talvez possa já ter existido anteriormente uma tendência lésbica da parte da Yuzu, o que justificaria ela ter se apaixonado tão rapidamente pela Mei. Mas isto não passa de especulação, pois a história não deixa isso, nem nada do gênero explícito.

  O fato é que elas começam a desenvolver uma paixão às escondidas, pelo menos inicialmente. Eu já descobri por alto que, depois de alguns capítulos, isso vem à tona e todo mundo apoia esse relacionamento, mas isto é comentário para um próximo texto. Em síntese, Citrus é sobre isso, sobre duas pessoas que se amam, mas que desenvolvem esse amor de uma maneira muito sem pé nem cabeça.

  E é isso, pessoal. Esta foi a análise do primeiro volume. Citrus já foi finalizado no Japão e fechou com um total de 10 volumes. A obra está disponível aqui no Brasil, é licenciada pela editora NewPOP  e você pode comprar pela Amazon clicando aqui!
  Até a próxima leitura!

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