Final Fantasy VII Remake - Review

Progressão em Final Fantasy VII Remake (Parte 1 - As ruas de ...


  Final Fantasy VII é um dos jogos mais importantes já feito, foi lançado para PSX e foi o primeiro Final Fantasy a ter gráficos 3D e é um dos pioneiros das superproduções em jogos (AAA). 18 anos após seu lançamento, durante a E3 2015 foi anunciada a volta de uma lenda, um Remake para o tão aclamado jogo sendo terceirizado e feito pela CyberConnect2, e sendo dividido em partes, cada uma delas um jogo completo com começo, meio e fim. Porém, em 2017, a Square anunciou que o Remake não seria mais terceirizado e tomou a liderança da produção, tendo mais uma demonstração na E3 2019.


  Após 5 anos de espera, finalmente, a primeira parte de Final Fantasy VII Remake lançou e é exclusivo temporário do PS4, ela cobre apenas a parte de Midgar do original, que originalmente durava apenas 6-8 horas, e no Remake, temos aproximadamente 40 horas. Então, estou aqui para fazer uma análise fria e SEM SPOILERS desta primeira parte do jogo. 

Enredo

  A primeira parte de Final Fantasy VII Remake se passa na metrópole de Midgar, uma distopia liderada pela empresa Shinra Electric Power Company, que usa o Mako, a própria força do planeta, como energia para a cidade, o que faz o planeta morrer lentamente. O jogo te deixa no comando de um Ex-SOLDIER(força de combate da Shinra) que se tornou um mercenário, Cloud Strife, que está trabalhando para a Avalanche, um grupo ecoterrorista e anti-shinra, enquanto explode os Reatores de Mako da Shinra. Após a explosão do primeiro reator, vemos a cidade em caos e Cloud encontra uma garota vendendo flores, ao receber uma flor dessa garota, Cloud começa a ver espectros misteriosos, e assim começa a sua história.

FINAL FANTASY VII REMAKE Game - PlayStation

  Ao longo do jogo, vemos o enredo principal do original sendo contado, porém, ele é mais expandido e completo, podemos ver os membros da Avalanche, que no original eram basicamente apenas figurantes, tendo mais personalidade, profundidade e reservando seu tempo para desenvolvimento. Além disso, também vemos novos personagens, aparições de Sephiroth, o vilão do jogo, desde o início, quando normalmente só apareceria pela primeira vez depois de Midgar, um plot completamente novo e que tem seu fim nessa parte, abrindo também diversas possibilidades para as outras partes. 

Escrita e Narrativa

  A história do original já era ótima, para caber Midgar em um jogo de 40 horas, tiveram que mudar e reformar bastante a forma que a história é contada e o próprio roteiro, com um começo, meio e fim, e deixando pontas soltas propositais para o futuro.

Square Enix Beri Alasan Kenapa Ukuran Final Fantasy VII Remake ...

  Mesmo com todas as reformas e riscos que o jogo tomou, a história continua muito boa, a forma que Midgar foi adaptada coube perfeitamente e não vejo funcionar de forma diferente. As partes que foram expandidas estão ótimas e o plot principal ficou bem mais aprofundado e natural. O roteiro do jogo, no geral, é muito bom, ainda tem alguns poucos furos, mas nada que atrapalhe sua experiência, e a maioria das coisas que ficaram sem explicação, foram propositais, pontas soltas para as próximas partes. Além disso, os diálogos do jogo também são, no geral, bons, muitos são bem naturais ou divertidos, mas ainda possuem alguns bem expositivos.

  O novo plot e final do jogo foram bem divisivos, achei bom, foi bem construído desde o início e tem momentos e lutas muito boas, mas tenho ressalvas. A narrativa do jogo se mantem muito bem ao longo do jogo, nada exagerado ou faltando e muito bem contado, mas na parte final se tem uma certa confusão devido a maneira que foi contada, e também tem exageros, já que sai um pouco da narrativa mais pé no chão do jogo.

Além disso, o jogo tem diversos problemas de ritmo. Ao longo do jogo vemos o ritmo muitas vezes caindo, geralmente pela implementação das side quests, porém a maior queda fica nos últimos 2 capítulos, onde há um exagero na quantidade de combates, e que acaba prejudicando e alongando demais o jogo.

Design

  No original, Midgar era bem linear e tinha alguns problemas de design(que felizmente alguns deles foram retirados), o Remake traz um pouco mais de liberdade, como em capítulos que você explorar livremente o setor em que você está e fazer side quests, porém, no geral, continua linear.

O remake Final Fantasy VII tem novas Side Quest | MaisTecnologia

  Primeiramente, falando do quest design do jogo, as missões principais da história são mais lineares e tem dungeons em alguns pontos, e posso elogiar elas por serem bem elaboradas e no geral bem diferentes. Porém, as side quests, por mais que não sejam ruim, não se mantém nesse nível, além das side quests do Wall Market, são todas bem simples e de certa forma genéricas, é basicamente falar com o NPC, pegar alguma coisa ou matar algum inimigo e reportar pro NPC que deu a quest.

  Em questão de level design, o jogo também não brilha muito, as vezes vemos alguns atalhos nas dungeons, mas no geral são bem lineares e com um level design pouco intuitivo.

Combate

  No quesito combate, o jogo é maravilhoso, embora tenha alguns problemas, como a câmera, as animações são muito boas, e o combate é inovador e funciona perfeitamente, tem grandes possibilidades de builds para auxiliar as batalhas, etc.

Demo do remake de Final Fantasy VII já está disponível para download

  Focando mais no combate, podemos ver um sistema híbrido de ação em tempo real com sistema de ATB. O combate é ao mesmo tempo frenético e estratégico, com inimigos que funcionam perfeitamente e requerem muito de sua capacidade estratégica, e ótimas bossfights, sendo ao mesmo tempo desafiadoras e justas. O uso do ATB funciona perfeitamente, você pode esperar ele carregar enquanto se mantém longe do inimigo, ou pode atacá-lo para carregar mais rápido, quando pronto, você pode usar uma habilidade ou magia. Esses comandos podem ser usados não só para dar dano(Caso a magia usada seja de ataque), mas também para aumentar o medidor de foco, que quando carregado ao máximo, deixará o inimigo atordoado por um tempo, para que você possa atacá-lo livremente, além de aumentar o dano que ele recebe, de início em 160%, mas na medida que você o ataca, o dano que ele recebe aumenta, essa mecânica agrega bastante ao combate e novas estratégias, e funciona perfeitamente. Além disso, também tem os limit breaks, ataques lindos, únicos, poderosos e nostálgicos, que podem ser usados durante a batalha, quando o medidor de limit, que é carregado na medida que você toma dano, estiver completo.

Além disso, o jogo tem o sistema de materias, que criam inúmeras possibilidades de builds, abrindo ainda mais possibilidades de estratégias nas batalhas, misturando isso com as ótimas bossfights(que são justas, estratégicas e bem memoráveis), cria-se um combate maravilhoso. Porém, ainda tem problemas, como a câmera(Por algum motivo o Nomura já tem alguns problemas com isso desde Kingdom Hearts 1).

Parte técnica

Por mais que o jogo seja muito bonito em alguns pontos, como o design dos personagens principais, ele ainda tem sérios problemas técnicos. Assim, pode se perceber que alguns cenários desse jogo são incrivelmente mal feitos, não passa uma sensação de algo realmente presente lá, mas sim que tem apenas uma foto 2D no lugar, além disso, muitas texturas de objetos estão mal renderizadas e mal feitas(Principalmente no Setor 5). Ademais, a maioria dos NPCs são bem feios, e como os diálogos costumam focar na rosto deles, chega a incomodar bastante.



Veredito

Final Fantasy VII Remake é um dos melhores remakes já feitos, expande todo seu enredo e universo de ótima forma, e respeita os fãs do original, mesmo com o final divisivo e cheio de riscos. O jogo tem uma ótima trilha sonora, gameplay e enredo, e qualquer um que goste de JRPGs deve dar uma chance a ele. Porém, ainda tem diversos problemas, como as texturas, level design, diálogos expositivos, câmera etc.

NOTA:

File:MRT Singapore Destination 8 (1).png - Wikimedia Commons

Pontos positivos:

- Gameplay balanceada, com um dos melhores combates que já vi, acompanhado de ótimas boss fights e possibilidades de builds.
- Ótima direção de arte e trilha sonora.
- Bom roteiro e uma ótima história, cheia de mensagens.
- Diálogos, no geral, bem escritos.
- Personagens carismáticos e complexos.
- Narrativa muito boa no decorrer do jogo

Pontos negativos:

- Level design fraco e pouco intuitivo.
- Final confuso e exagerado.
- Problemas de ritmo, principalmente nos últimos capítulos.
- Quest design medíocre.
- Texturas e ambientações mal feitas.

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