Ikebukuro West Gate Park #1 - Diga não as drogas!


 
  Acho que esse foi um dos únicos animes desta temporada que eu realmente fui atrás de conhecer mais sobre, de ver como as expectativas estavam sobre ele. Embora não fosse lá essas coisas em relação ao público, ele tinha muitos aspectos que me lembravam Durarara, um dos meus animes preferidos, então pelo menos o meu hype isso teria. Um anime de nome gigante, vários sinônimos, uma definição:
Genérico!!

  Nesse primeiro episódio somos apresentados a Ikebukuro, uma das zonas mais movimentadas de Tóquio e onde o anime será ambientado. Makoto Majima, um rapaz que trabalha junto com a sua mãe, é nosso fio condutor neste episódio e vemos sua grande amizade com Takashi, o líder do gangue G-Boys, que embora não faça parte, ele os ajuda em diversas situações caso seu amigo precise. Nisso, temos uma primeira aventura onde ambos tentam acabar com as atividades de algumas lojas que vendem drogas, a qual tem sido a causadora de alguns distúrbios no bairro. Um desses distúrbios acaba envolvendo uma garota, que viu a sua mãe ser atropelada por uma pessoa que estava sob o efeito dessa mesma droga, mas que se encontra em liberdade condicional. Para evitar mais situações como essa, Takashi pede a Makoto que resolva esse problema, mostrando a total desaprovação da gangue com as drogas em seu bairro.

  Eu não sei muito bem por onde começar a falar sobre esse episódio. Quanto mais perto ia chegando do fim, mais era perceptível que esse começo não vai agregar em nada ao enredo principal da trama, uma clara estrutura episódica utilizada. Isso não é ruim, mas para um primeiro episódio eu penso que não funciona, especialmente quando as demais decisões de enredo também não ajudam. Por exemplo, temos um erro bem claro nesse primeiro episódio, que é o de ter muitos diálogos expositivos de pontos que podem vir a ser importantes no futuro. Digo, se você tem um personagem responsável por hackear e fornecer informações, você não coloca um diálogo explicando quem ele é, você o usa de uma maneira que faça o espectador entender. Se você quer usar uma torre de fumaça, você não coloca uma fala completamente deslocada pra explicar o que é, você insere no contexto e faz o público pensar, e entender do que se trata. 


  Quando o autor faz isso com detalhes que serão importantes em apenas em um episódio, levando em conta apenas animes que usam esse tipo de estrutura narrativa, dá até pra relevar. Mas quando é algo importante para a obra como um todo, tira muito o peso do que o autor quer construir nessa história. Não tem como eu me importar com esses personagens sendo que não tem nenhum esforço para parecerem críveis, reais. É complicado levar em conta essa estreia porque as coisas que importam foram apresentadas assim, enquanto bobagens que não vamos (aparentemente) ver nunca mais ganham tanta importância. Sobre as comparações com Durarara, são mesmo plausíveis em alguns aspectos, por conta do começo frenético, a questão das gangues de uma forma mais nobre e romantizada, então até dá pra comparar. Porém, a história bem mais simplista e, por enquanto, nada inovadora mata todas as comparações com o sucesso dos Dollars.

  Sobre os personagens, temos muito pouco para falar aqui, porque tal qual a história desse primeiro episódio, eles são extremamente rasos e óbvios, seguem apenas do ponto A ao B tomando decisões óbvias. Talvez o Makoto seja o que mais se pareça com uma pessoa de verdade, mas não sei se isso é apenas por ele ser o protagonista e, por isso, ter mais tempo em cena, mas não é como se ele fosse tão menos raso quanto os outros personagens. Esse acaba sendo outro problema deste começo, diversos personagens sendo apresentados em pouco tempo e mais uma vez, sem nenhum peso, por conta de diversos diálogos expositivos. Pra não dizer que reclamei de tudo, a ideia do Makoto ser meio que uma conexão entre tudo que acontece no bairro é interessante, ao mesmo tempo que ele não faz parte da gangue, ele os ajuda, passa informações para a polícia, ajuda a proteger o bairro e tudo que está envolvido nele, é quase como um vigilante, puxando pro nosso comparativo ocidental. É uma dinâmica interessante para ser trabalhada no decorrer da série, espero eu que de forma diferente desse começo genérico.


  Acabou que não falei nada sobre o trabalho visual do episódio ou sobre a trilha sonora, mas é porque foi bem isso mesmo, nada que valha ser ressaltado. A animação não tem nenhum grande problema, o CGI foi bem utilizado e encaixou de um jeito no anime que não ficou estranho, mas nada em especial que possa destacado positivamente. A trilha sonora até compõe legal, ajuda a manter o clima de ação constante do episódio, mas né. Continua genérico.

  Eu espero de verdade que o anime melhore, que tenha uma maior profundidade nos próximos episódios, porque a estreia derrubou bastante as expectativas. Essa estrutura episódica dificulta um pouco as coisas, mas acho que cabe espaço pra melhorar, basta fazer algumas pequenas coisas de forma diferente. Temos que ver também como o anime vai trabalhar todo esse ódio as drogas que foi mostrado, o que com certeza vai virar motivação para algo grandioso envolvendo a história do Makoto. Vamos aguardar como essas crianças do PROERD irão suceder nessa jornada.

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