Crítica | WandaVision: 1x06 "Um Halloween Assustadoramente Inédito!"

Está ficando quase repetitivo elogiar os momentos sitcoms que Wanda transmite. Avançando uma década a cada episódio, aqui temos uma adaptação dos anos 90, uma das melhores épocas pro gênero. A quebra da quarta parede pelos filhos da feiticeira, os cortes rápidos e cômicos entre cenas passadas. Tudo isso deixa tudo muito mais leve, mascarando toda a dor que nós sabemos estar por trás.

Como os trailers haviam no mostrado, Wanda e Visão apareceriam com seus trajes originais dos quadrinhos (com Visão levando o prêmio de Melhor Cospobre de Alto Orçamento da Idade Moderna), utilizando-os como fantasia para a noite de Halloween.

Aqui, a vez da narrativa ir para a frente se inicia com o sintozóide dando um bolo na própria esposa para investigar mais sobre Westview, o que serve também para nos revelar como Wanda, de fato, não consegue controlar tudo, vide as pessoas que ficam mais perto do limite do “campo de força”. Esses detalhes, que nos mostram, e não falam, fazem nossa orelha coçar a respeito da protagonista mais uma vez.

E não é que todos estavam errados? Ou meio errados, pelo menos. Pietro continua sendo o do UCM, mas sem uma explicação mais concisa do porquê do recast. Temos então um irmão brincalhão que nos conquista mais pela surpresa de ser esse Mercúrio do que pela sua funcionalidade na trama por si só. Por enquanto, o Mercúrio só está ali pra ser base de desenvolvimento para Wanda e roubar alguns chocolates com Billy e Tommy, enquanto esses, que também apresentam um carisma alto, ganham muito mais destaque em tela, ainda mais após o despertar dos poderes.

Mas é claro que, ao final do episódio, é Wanda quem brilha. Sempre Wanda. Após um Visão com incertezas quase perder a vida novamente, a mutante mais poderosa da Casa das Ideias faz o que for preciso para que todo o mundinho que ela construiu permaneça nos eixos, mesmo que isso signifique expandir a área sob seu controle. É Leopold Fitz fazendo escola!

"[...] what's an Avenger?"

Mas... notei um pequeno problema aqui, talvez por causa desse ritmo, talvez não: a ação da S.W.O.R.D. do lado de fora está ficando mecânica, como se precisassem fazer o que fazem por que “ah, somos a S.W.O.R.D., nós fazemos isso”. Padrão Marvel. Faltou destreza na maneira como Darcy mostra a Monica que ela vai virar uma super-heroína. Isso não é dito de maneira direta, mas até uma pessoa com só dois neurônios e que conhece a personagem já matou a charada. Fora isso, temos uma vilanização banal e desnecessária do agente Hayward, e pude notar alguns resquícios de falta de vontade do ator que o interpreta (Josh Stamberg), como se o próprio também sentisse isso.

Com todas as cartas estão na mesa, o padrão de ritmo se estabeleceu, alternâncias entre o lado de dentro e o de fora. Eu já disse antes que a “fórmula” não é problema, desde que a substância seja boa, e com este episódio eu tive um pequeno receio de que a substância desça para o “meio-termo” mais pra frente.

A conclusão que se segue aqui então é de que eu permaneço ansiando por mais da série, mas agora com muito mais interesse pelo lado de dentro e menos pelo lado de fora. Fico com uma pedra no sapato em querer saber como vão terminar a história desta temporada sabendo que faltam apenas 3 episódios pro fim. A Disney/Marvel tem um leque cheio de possibilidades, podendo criar ganchos não só para uma possível continuação, mas para com diversos filmes do MCU (como Doutor Estranho 2 e Homem-Aranha 3, por exemplo). Mas, acima de tudo, quero ver Wanda! Quero ver como vão continuar com o desenvolvimento desta personagem que, se antes era a mais forte, agora está se tornando uma das mais aprofundadas do MCU.

P.S.: Alguém entendeu a propaganda da vez?

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